Uepa e Instituto Confúcio formam 1ª turma de Mandarim

 
A Universidade do Estado do Pará (Uepa), na busca de reconhecimento além da fronteira brasileira, investiu na internacionalização e no fortalecimento das relações institucionais com a China, por meio do Instituto Confúcio. Por essa razão, na última terça-feira, 25 de junho, foi realizada a primeira cerimônia de formatura do curso de Mandarim. O evento ocorreu no auditório Paulo Freire, no Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE). 
 
A abertura da cerimônia contou com apresentações de duas alunas do Instituto Confúcio: Vivian Pereira, que fez a dança com o Leque e Rebeca Teixeira, que realizou a dança tradicional da China, com a música “Rindo ao vento”. Após as apresentações foram chamados para compor a mesa o reitor da Universidade, Rubens Cardoso; o vice-reitor, Clay Anderson Nunes; o diretor brasileiro do Instituto, Antônio Silva; e o diretor chinês, Pang Hui. 
 
Nos últimos anos, várias empresas chinesas entraram no país e investiram em diferentes áreas, entre elas, energia renovável, portos, mineração, papel e celulose e saúde. Segundo um estudo da plataforma Dealogic, as aquisições chinesas no Brasil em 2017, já tinham movimentado cerca de 35 milhões de reaisPor isso aprender um idioma como o Mandarim é tão importante nos dias de hoje. “No Pará, nós temos uma grande relação com os chineses, em função do comércio. A China é um grande importador das nossas commodities metálicas e também da soja. Ter esse curso é aumentar as relações com os chineses, conhecer a sua cultura e ampliar o mercado de trabalho”, contou o reitor.
 
O Brasil e a China são dois dos cinco membros do Brics. Essa relação une os países com o mecanismo político e o mercado internacional. “No futuro, muitos chineses vão estudar português e os brasileiros, o Mandarim. O nosso Instituto desempenha um papel muito importante nessa área, em cooperação com os países”, afirmou o diretor chinês. Pang Hui também conta que “nós temos alunos muito bons e os ex-alunos sempre serão bem-vindos para realizar atividades”.
 
Ainda durante abertura, o aluno Davi Almeida foi o orador da turma. O formando teve a maior nota na prova de proficiência do idioma no Instituto Confúcio da Uepa. A formanda Paloma Carvalho foi a tradutora. Ela conseguiu uma bolsa de um ano em Língua e Cultura Chinesa, na China. “Não foi fácil fazer a prova para passar, fiz duas vezes, pois na primeira vez eu não consegui os pontos necessários, na segunda vez, eu fiz 241 pontos de 300”, afirmou, a agora, egressa do curso.
 
O Mandarim não é um idioma fácil para os brasileiros e no começo do curso, o diretor Antônio Silva se questionou se as pessoas iriam se interessar de verdade pela língua. o Instituto Confúcio iniciou suas atividades em 2016 com apenas 60 alunos, e em 2019 já são 450 estudantes. “Estou feliz e surpreso com a formatura, pois a Uepa é a primeira universidade da Amazônia a oferecer o idioma e eu realmente achei que o interesse ia ser pouco e hoje 55 alunos que começaram o curso estão recebendo o diploma”, afirmou o diretor brasileiro.
 
A formanda Amanda Barros, 21 anos, não deixou de expressar a felicidade em receber o diploma. Ela contou que “foram dois anos de muito esforço. É uma língua muito difícil e a gente não tem tanto contato. Foi uma oportunidade que surgiu, pois o curso é gratuito e decidi entrar, hoje estou muito feliz de ter chegado até aqui”, contou.  
 
Texto: Viviane Nogueira
Foto: Marcello Sarmento