Laboratório de Geografia Eidorfe Moreira é inaugurado

 

A Universidade do Estado do Pará (Uepa) inaugurou hoje, 14 de novembro, o Laboratório de Geografia Eidorfe Moreira no Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE), em Belém. O novo espaço resultou da união de esforços entre a coordenação do curso, a direção de centro e a gestão superior para atender aos anseios dos estudantes da licenciatura e, indiretamente, da sociedade.

Em homenagem ao cientista Eidorfe Moreira (1912-1989), o nome dado ao laboratório referencia as contribuições de vanguarda do pesquisador na área da Geografia, que auxiliaram o entendimento da pluralidade da região amazônica, nos anos 50. A cerimônia de desvelamento da placa ocorreu na presença de professores, estudantes e técnicos da instituição.

O coordenador do curso, Aiala Colares, abriu os discursos destacando a emenda parlamentar de autoria do deputado estadual Carlos Bordalo. A verba liberada possibilitou a aquisição dos computadores, enquanto as bancadas, projetor e a adequação da sala foram executados com recursos próprios da Uepa. “Conseguimos fazer um trabalho coletivo e mas entendemos a necessidade emergencial de promover uma unidade para conseguir algumas conquistas. Os alunos tiveram um papel fundamental porque reinvindicavam há muito tempo e hoje é gratificante ver que esse laboratório se tornou realidade”, afirmou Colares.

Anderson Maia, diretor do CCSE, frisou a colaboração de todos os envolvidos para a entrega do novo recinto. “Agradecemos o compromisso de todos que investem, acreditam e fazem dessa Universidade cada vez melhor”, declarou Maia. “Fazemos toda uma engenharia para aproveitar os espaços existentes e construir novos ambientes acadêmicos para os nossos alunos e professores. Assim iremos contribuir cada vez mais para o desenvolvimento, engrandecimento e fortalecimento dos cursos de licenciatura e bacharelado do nosso campus”, prosseguiu.

“Não se faz educação sem o concurso de muitas mãos, muitas mentes e muita vontade. Às vezes nós precisamos de mais vontade e menos mentes para fazer acontecer. Esse é um exemplo de que a vontade pode superar as dificuldades”,  declarou o reitor Rubens Cardoso. “A Universidade é um centro de discussão e divergências, mas não é um centro de conflitos e contradições. Precisamos fazer convergir interesses e objetivos para que possamos agregar qualidade no resultado do nosso trabalho. Este é um espaço de ensino e aprendizagem, o que está em jogo é a nossa capacidade do bom uso dele”, enfatizou.

O laboratório é dotado de 15 computadores com capacidade de rodar programas de cartografia. A professora Fabrícia Moura Marques leciona a disciplina Geoprocessamento e Interpretação de Imagens para alunos do 2º ano. “O espaço vai fazer toda a diferença já que eles já estudaram a teoria e agora iremos para a parte prática do curso. Anteriormente utilizávamos o laboratório de instituições parceiras, já que para analisar vetores e bases de dados, as máquinas precisam de uma configuração apropriada”, comemorou. Além das aulas da licenciatura, o espaço vai auxiliar pesquisa que utilizem o geoprocessamento como metodologia tanto em outras áreas do CCSE, quanto de outros Campi.

Durante o evento foi anunciado que em breve o curso de Geografia do Campus de Conceição do Araguaia também terá o seu laboratório. Entre as novidades também estão o edital da primeira especialização da área na instituição, que deve ser lançado nas próximas semanas. A coordenação prevê também o início do curso de Mestrado, em 2018, representando avanços na pesquisa e na pós-graduação.

Texto: Dayane Baía

Fotos: Nailana Thiely