Instituto Confúcio recebe diretoria da América Latina

 
O Instituto Confúcio (IC) da Universidade do Estado do Pará (Uepa) recebeu diretores do Centro Regional de Institutos Confúcio para a América Latina (Crical), no dia 05 de novembro, em Belém. Anualmente, a diretoria elege cinco unidades para conhecer os trabalhos de perto. O IC da Uepa é um dos mais novos em todo o mundo e tem se destacado pela difusão da língua e cultura chinesa para além dos limites da instituição, estendendo-se à comunidade.
 
Durante a visita, eles estiveram reunidos com a gestão superior da Uepa, além dos diretores do IC, Pang Huy e Antônio Silva. O reitor Rubens Cardoso deu as boas vindas ao diretor executivo Roberto Lafontaine e ao subdiretor Sun Xintang. Ele relembrou os 25 anos de história da instituição e pontuou o papel que o Instituto Confúcio tem nessa trajetória. 
 
Roberto Lafontaine relatou a experiência no Chile, onde o Crical está situado, e as relações de cooperação construídas com outros países a partir da mediação dos Institutos Confúcio. Na ocasião, foram discutidas possibilidades de apoio mútuo entre a Uepa e a Universidad de Santo Tomás, como o intercâmbio de alunos e pesquisadores no Brasil e no Chile. Outro tema abordado foi na área de saúde com a perspectiva de inclusão de temas da medicina chinesa, como a acupuntura, na grade de disciplinas da graduação da Uepa. 
 
Na avaliação de Lafontaine, o IC da Uepa tem sido um bom exemplo. “Todos os IC são diferentes, alguns mais novos, outros mais antigos. Esta experiência nos deixa muito contentes pelo excelente trabalho junto à comunidade, não apenas na formação dos alunos como também na disseminação das artes marciais e da cultura chinesa. A equipe é muito profissional e comprometida e o apoio das autoridades é muito importante para esse crescimento”, elogiou.
 
Para o reitor Rubens Cardoso, a evolução do Instituto Confúcio abre oportunidades para o estabelecimento de um Centro Internacional de Educação, Cultura e Negócios. A proposta reuniria as graduações de Tecnologia em Comércio Exterior e Relações Internacionais, o ensino de línguas, inclusive a portuguesa para estrangeiros. “A Amazônia tem de criar competências para resolver os problemas dela e isso passa pela formação de capital humano”, afirmou o reitor. Os diretores do Crical se disponibilizaram em contribuir com o projeto em apoio à iniciativa.
 
Texto: Dayane Baía
Fotos: Marcello Sarmento