Estudantes retornam do intercâmbio na China

 

Alunos do Instituto Confúcio (IC) da Universidade do Estado do Pará (Uepa) voltaram do Summer Camp, programa de intercâmbio na China, onde vivenciaram experiências culturais, entre os dias 13 e 27 de novembro. O grupo teve aulas de mandarim na Shandong Normal University. A instituição oferta periodicamente o programa, incluindo o pagamento de 50% do valor da passagem e a estadia dos intercambistas.

Os 13 alunos foram selecionados com base nas melhores avaliações durante as atividades no IC. Durante duas semanas eles conheceram a Grande Muralha e a Cidade Proibida, em Pequim, além da terra natal do filósofo Confúcio, Qufu.

Ana Carolina Nascimento estuda Relações Internacionais e acredita que a vivência será importante para a formação. “Tivemos receptividade de todos os envolvidos no programa, professores, organizadores, universitários voluntários chineses, que foram excepcionais nos acompanhando nas atividades e visitas. No período que estávamos lá foi meu aniversário e eles organizaram uma festa surpresa. Fizeram o possível para que a nossa estadia fosse mais do que especial”, celebrou Ana.

Durante a permanência dos alunos foram desenvolvidas atividades práticas para o aperfeiçoamento do aprendizado do idioma. Oficinas de caligrafia, nó chinês e corte de papel estimularam os alunos a estabelecer diálogos com artistas. Eles também viveram uma dinâmica que consistia em cuidar de uma criança executando algumas responsabilidades. O estudante André Brito, ficou entusiasmado. “Não fui apenas pelo aperfeiçoamento da língua. Tive a oportunidade de conhecer parte cultural do local vivenciando nesse período, cada parte do país tem sua regionalidade. Meu idioma evoluiu bastante. Participei de uma atividade onde tive contato com crianças chinesas e foi mais fácil aprender a falar com elas. Valeu a pena o investimento”.

A professora Cristina Xu acompanhou a turma durante o intercâmbio. Segundo ela, o objetivo foi expandir o conhecimento da língua e cultura chinesa, e proporcionar um ensinamento além da sala de aula para os alunos do IC. “O principal destaque da viagem foi a inserção dos alunos na vida cotidiana no país. O contato com os voluntários facilitou no processo de aprendizagem deles e as atividades em sala de aula estimularam o grupo na fala e na escrita”, explicou.

Para Camila Magno, a experiência foi inesquecível. "Vi que consigo falar mandarim. Fiquei bastante encantada com a cultura local. Eles são super educados e gentis. Eu tinha um pouco de preconceito com a culinária, mas vi que não é tão estranha assim. A valorização da cultura deles é muito forte. Em qualquer local onde andávamos, ouvíamos músicas da ópera de Pequim”, declarou.

 

Texto: Dayane Baía, com informações do Instituto Confúcio.

Foto: Instituto Confúcio